
Nunca fui uma pessoa muito ligada a minha aparência, desde pequena. Sempre tive mais amigos homens, era a única do colégio que não usava calça apertada, preferia o modelo mais largo. E confesso que esse desleixo muitas vezes me atrapalha e me deixa muito insegura. Não posso usar um salto que me acho meio travesti, não costumo usar maquiagem pois fico com medo de parecer a Emília. Não tenho mesmo muita noção estética. Então, no fim das contas, acho até que foi bom. Meu cabelo está enorrrrrrrrme, e eu detesto. Acho lindo nas outras garotas, mas eu preservo muito a praticidade do cabelo curto. Porém não posso cortar pois no fim desse ano me formo e também, talvez (quem sabe?!?!?) ano que vem eu também me case. Apesar da minha adoração por cabelo curto, acho que o cabelo longo nessas ocasiões um tanto glamouroso, então resolvi deixar crescer nesses últimos tempos. E como ele cresceu.
No sábado fui ao cabeleireiro mudar, de alguma forma. Pensei sinceramente no castanho mas me convenceram no loiro. Será? Japonesa, loira?
Lembrei da Sabrina Sato, que para mim é um ícone de beleza. Não poderia ficar tão ruim assim.
Deixei.
Em poucos minutos estava cheia de papel alumínio na cabeça, parecendo um robô. E o negócio ardeu, coçou, irritou minha rinite. Já estava prestes a arrancar aquilo tudo e voltar para casa. Fora os assuntos fúteis que penetram em TODOS os salões de beleza. Quando dei por mim, olhei no espelho e nas brechinhas dos papéis brilhantes meu cabelo amarelo. Não tinha mais volta.
Depois de 3 horas intermináveis, meu cabelo ficou loiro. E eu me senti bem.
Me estranho a trombar comigo mesma refletida no espelho, mas estou me acostumando.
Muita gente gostou. Meu namorado agora tem uma nova mulher.
Espero, sinceramente, não estar ridícula.
Muita gente me garantiu que não.
Espero que não estejam mentindo.
Ufa. Mudar sempre nos abre um caminho pelo qual nunca havíamos percorrido, as vezes excita, as vezes emudece.
Vamos ver qualé que é
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